Uso da madeira na construção civil foi destaque em eventos nacionais

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A diversidade de uso, tecnologia e sustentabilidade da madeira foram atributos amplamente utilizados em dois eventos técnicos realizados neste mês de março na capital paranaense e paulista. Arquitetos, engenheiros, profissionais da construção civil e empresários do setor industrial madeireiro estiveram presentes nos encontros e puderam ouvir especialistas falando sobre os benefícios e oportunidades para o uso da madeira na construção civil. Em ambos os eventos, os aspectos ambientais do uso do material foram destacados, já que nos últimos anos, o mercado da construção civil tem vivido uma revolução no que tange o uso de materiais construtivos sustentáveis.   

Em Curitiba, com o intuito de discutir sobre as vantagens de utilização da madeira engenheirada e trazer atualizações sobre os avanços da construção de casas com madeira no Brasil, foi realizado um seminário técnico sobre os temas, seguido da exposição, a Woodlife Sweden. A mostra, que conta com 40 projetos, já percorreu outros países, e apresenta aos visitantes projetos de várias escalas e de toda a Suécia, que fazem uso da madeira engenheirada, um material que surge a partir de processos industriais para que a madeira ganhe resistência, durabilidade e qualidade. 

O seminário contou com a participação do arquiteto e parceiro da White Arkitekter, o sueco, Robert Schmitz, que  apresentou obras suecas com o uso de madeira engenheirada, em especial, o Sara Cultural Centre, centro cultural de 17 mil metros quadrados, o complexo abriga um hotel de 20 andares e 75 metros de altura, um dos edifícios mais altos do mundo em madeira engenheirada, construído com Glulam (Glued Laminated Timber) e CLT (Cross-Laminated Timber).

Schmitz contou que a busca por materiais alternativos foi estimulada pelo conhecimento de que 40% das emissões de CO2 no mundo são originárias do setor da construção e que o segmento também é responsável por 30% dos resíduos gerados na Suécia. Neste contexto, a madeira surgiu como principal solução. As construções com a matéria-prima, além de emitir menos gases de efeito estufa, sequestram carbono durante o crescimento das árvores. “Uma edificação como esta sequestra o dobro do carbono que emite, então podemos afirmar que é um prédio carbono negativo”, disse.

O evento contou também com as falas do o ex-ministro da Fazenda e atual diretor de estratégia econômica e relações com mercados do banco Safra, Joaquim Levy e o presidente da Fiero (Federação das Indústrias de Rondônia), Marcelo Thomé, participaram de um painel sobre a financiabilidade da construção sustentável em madeira no Brasil e também com o painel técnico que tratou aspectos essenciais para que o Brasil consiga evoluir na utilização da madeira engenheirada na construção civil, para tanto foi tratada a produção e condução florestal, os processos de industrialização e os avanços na norma wood frame no Brasil. O painel, mediado pelo assessor parlamentar e empresarial da presidência do CREA-PR, Euclesio Finatti, teve a participação de Erich Schaitza, chefe-geral da Embrapa Florestas; Patrick Reydams, diretor de operações da Urbem; e Guilherme Stamato, diretor-executivo da Stamade.

Já em São Paulo, as oportunidades e benefícios ambientais das construções com madeira nativa proveniente de áreas de manejo foram o foco do evento Madeira Sustentável: O futuro do mercado, realizado pelo FNBF (Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal).

As apresentações de profissionais ligados ao setor que tiveram como objetivo desmistificar impressões a respeito do manejo florestal com o intuito de eliminar preconceitos em relação à madeira proveniente, especialmente, da Floresta Amazônica. Entre os palestrantes estiveram a secretária de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso e presidente da Abema (Associação Brasileira de Meio Ambiente), Mauren Lazzaretti; o arquiteto Roberto Lecomte da Casacerta Arquitetura; o arquiteto e designer Marcelo Aflalo, do Núcleo da Madeira de São Paulo; o presidente Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal, Frank Rogieri; e o presidente do Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso), Rafael Mason.

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